Em meio ao Carnaval 2026 que agita o Nordeste, um alerta grave ecoa dos bastidores da política brasileira: o país chega despreparado à Cúpula Internacional sobre o Impacto da IA, em Nova Délhi, na Índia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja sem propostas concretas de regulação para a Inteligência Artificial (IA), enquanto o uso político dessa tecnologia ameaça a própria democracia.

Marcelo Senise, presidente do Instituto Brasileiro para Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), não poupa críticas à inação generalizada. "Governo, Congresso, Justiça e sociedade falharam em um ano eleitoral marcado por polarização extrema", afirma ele em entrevista.

Para Senise, a Justiça Eleitoral age como quem tenta "estancar uma hemorragia com um band-aid": medidas paliativas que não resolvem o problema de deepfakes, desinformação e manipulação eleitoral impulsionadas por IA.

Sem rodeios, Senise adverte: "A democracia brasileira corre risco real de sucumbir". Ele prevê um futuro onde eleitores não distinguem o real do falso, gerando descrédito total nas instituições.

Já no contexto pernambucano, isso ganha contornos locais – imagine campanhas municipais em Recife ou Jaboatão usando vídeos falsos de candidatos para espalhar mentiras, sem freios regulatórios.

O Brasil, pioneiro em debates sobre IA no G20, patina enquanto potências como a União Europeia avançam com leis rígidas. Aqui, projetos tramitam no Congresso há meses, mas a polarização os paralisa. "Precisamos de um marco urgente, com foco em transparência e auditoria de algoritmos", cobra Senise.

Especialistas regionais ecoam o alerta. Advogados e jornalistas de Pernambuco, como os que acompanham eleições locais, temem que a IA amplifique fake news sobre temas quentes, como gestão pública e corrupção – comuns nas disputas nordestinas.

Regulação mínima: Obrigatoriedade de rotular conteúdos gerados por IA em campanhas.Fiscalização: Justiça Eleitoral com ferramentas para detectar deepfakes em tempo real.Educação digital: Campanhas em escolas e redes sociais, especialmente no Nordeste, para ensinar eleitores a identificar manipulações.