Brasília, 21 de dezembro de 2025A CPMI do INSS deu um passo bombástico nesta sexta-feira (19), ao protocolar requerimentos de convocação que jogam luz sobre alvos de peso nas investigações de fraudes em descontos irregulares de aposentadorias e pensões.

Entre os nomes chamados a depor está Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e outros investigados na mais recente fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na quinta (18).

Os pedidos foram apresentados pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que mira nos indícios revelados pela PF para reacender o debate sobre irregularidades que podem somar bilhões em prejuízos ao erário. "Não podemos fechar os olhos para os novos elementos que surgiram.

A sociedade merece transparência total", afirmou Gaspar ao Blog Pernambuco PE, sinalizando que a CPMI vai além das primeiras fases, agora com foco em conexões políticas.

A Operação Sem Desconto, em sua nova etapa, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a associações e sindicatos, apontando desvios sistemáticos em benefícios previdenciários. Lulinha, sócio de empresas do ramo de TI, e Rocha, cotado para ministérios no governo Lula, foram citados em relatórios da PF por supostas ligações com os esquemas – indícios que o relator quer esclarecer sob juramento.Essa movimentação da CPMI ocorre em meio a críticas de que o colegiado, instalado há meses, havia poupado figuras de proa nos trabalhos iniciais. Com as convocações, o cerco político se fecha: deputados da oposição celebram o avanço, enquanto aliados do Planalto minimizam, alegando "perseguição seletiva".

A data dos depoimentos ainda será definida, mas o clima em Brasília é de tensão pré-Natal.O Blog Pernambuco PE acompanha de perto os desdobramentos.

Fraudes no INSS afetam diretamente aposentados vulneráveis – e agora, com nomes de peso na berlinda, a CPMI pode virar o jogo.Gostaria de incluir mais detalhes sobre a operação, como valores estimados das fraudes, ou ajustar o tom para ser mais neutro ou opinativo?