Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enviaram uma carta aberta ao Congresso Nacional, revelando indícios de manipulação de resultados estatísticos sob a gestão do presidente do órgão, Márcio Pochmann, indicado pelo governo Lula.

Eles afirmam recusar veementemente qualquer distorção de dados para fins políticos, como inflar números de emprego ao classificar beneficiários do Bolsa Família como "empregados".

A tensão explodiu em janeiro de 2025 com a exoneração de coordenadores técnicos que se opunham à criação da Fundação IBGE+, vista como um "IBGE paralelo" para captar recursos privados sem transparência. Servidores criticam Pochmann por desrespeitar o corpo técnico e priorizar narrativas ideológicas, comprometendo indicadores como desemprego e pobreza usados por investidores e o TCU.

O IBGE rebateu as acusações como "mentiras" de sindicatos, garantindo que manipulações seriam impossíveis sem o aval dos técnicos e que as críticas buscam desestabilizar a instituição. O governo recuou na fundação após as denúncias, enquanto opositores pedem CPI no Congresso para investigar a "realidade paralela" nos dados econômicos.

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