Economia - Pequenos empresários e autônomos no Brasil enfrentam uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo, que chega a 33,7% do PIB, superando até países desenvolvidos como os EUA (27%).
Essa estrutura complexa, com mais de 90 tributos diferentes, esmaga a iniciativa privada, desestimula investimentos e compromete a competitividade global.
O produtor já paga impostos sobre insumos e produção, como PIS/COFINS (até 9,25%), elevando o custo da mercadoria em 30-40%.
Ao vender ao varejista, incide ICMS (média de 18%) e IPI, repetindo a cobrança. O consumidor final arca novamente ao comprar, enquanto o salário bruto sofre descontos de até 27,5% em IRRF e INSS. Essa cascata tributária, conhecida como "dupla tributação", onera o pequeno comércio em até 70% dos lucros potenciais.
Fontes baseadas em relatórios do Banco Mundial e IBGE indicam que 60% das falências de PMEs em 2025 foram ligadas a custos fiscais.Vozes do Setor: "Governo Atrapalha Mais que Ajuda"Em Petrolina (PE), comerciantes como João Silva, dono de uma mercearia local, relatam: "Pago imposto para produzir, vendo caro por causa disso e ainda desconto no salário dos funcionários.
É um ciclo vicioso que mata o pequeno negócio".
Especialistas criticam a confusão entre Estado provedor e parceiro do empreendedorismo, defendendo incentivos fiscais reais em vez de aumentos disfarçados de "reformas".
Uma tributação simplificada, com IVA único de 20-25% e corte de gastos públicos, poderia liberar R$ 500 bilhões anuais para o setor privado.
Com o governo Trump nos EUA priorizando desonerações, o Brasil precisa seguir o exemplo para reaquecer a economia em 2026.
Sem mudanças, o empreendedor brasileiro continuará refém de um sistema que atrapalha mais do que impulsiona.
