Nas eleições de 4 de outubro de 2026, foram eleitos 54 senadores — dois por estado e dois pelo Distrito Federal — para mandatos de oito anos (2027-2035), renovando dois terços do Senado Federal.

Nota: Alguns estados ainda estavam com apuração em andamento no momento da consolidação das matérias.

Perfil político do novo Senado

O PL (Partido Liberal) foi a legenda que mais elegeu senadores, com cerca de 28 vagas, consolidando-se como a maior bancada isolada. O PT elegeu 9 senadores, enquanto partidos de centro e centro-direita (MDB, União, Republicanos, PSDB, PSB) completam o restante das 54 cadeiras renovadas.

Senadores que poderiam formar apoio a Flávio Bolsonaro em 2027

Caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assuma a Presidência da República em 2027 — cenário em que ele disputaria a renovação de ministros do STF que atingem a aposentadoria compulsória aos 75 anos —, ele contaria com um bloco de senadores naturalmente alinhados ao seu projeto político.

Base natural de apoio (PL e aliados de direita)

Os senadores do PL formariam o núcleo duro de sustentação, incluindo nomes como:

Michelle Bolsonaro (DF)

Bia Kicis (DF)

Carlos Bolsonaro (SC)

Carol de Toni (SC)

Carlos Jordy (RJ)

Carlos Portinho (RJ)

Filipe Barros (PR)

Gustavo Gayer (GO)

Reinaldo Azambuja (MS)

Capitão Contar (MS)

Zé Medeiros (MT)

Dr. Fernando Máximo (RO)

Bruno Scheid (RO)

Nicoletti (RR)

Marcio Bittar (AC)

Eduardo Gomes (TO)

Sanderson (RS)

Arthur Henrique (RR) — conforme apuração

Soldado Sampaio (RR)

 — conforme apuração

Além do PL, senadores de legendas como Novo (Deltan Dallagnol-PR, Marcel van Hattem-RS), Republicanos (Mara Rocha-AC, Evair de Melo-ES) e PP (Arthur Lira-AL, Guilherme Derrite-SP) tenderiam a compor uma base de centro-direita favorável a pautas conservadoras e de renovação do Judiciário.

Possível ampliação da base (centro e governistas)

Para atingir os 41 votos necessários para aprovar indicações ao STF (maioria absoluta do Senado), Flávio Bolsonaro precisaria negociar com senadores de partidos de centro, como:

MDB: Eduardo Braga (AM), Veneziano (PB), Teresa Surita (RR), Marcelo Castro (PI)

União Brasil: Mauro Mendes (MT), Gracinha Caiado (GO)

PSDB: Marina JHC (AL), Plínio Valério (AM)

PSD: Lucas Barreto (AP), Júlio César (PI)

Podemos: Styvenson Valentim (RN), Raíssa Furlan (AP)

Esses parlamentares, embora não necessariamente alinhados ideologicamente, poderiam ser convencidos em trocas por cargos, emendas orçamentárias ou apoio a projetos de interesse regional.

A renovação do STF em 2027

Em 2027, ministros do STF que completam 75 anos devem ser substituídos, abrindo vagas para novas indicações presidenciais. 

 A aprovação de cada nome exige maioria absoluta no Senado (41 votos), o que torna crucial a construção de uma base ampla e disciplinada.

Com 28 senadores do PL e aliados naturais de direita, Flávio Bolsonaro partiria de uma base estimada em 35-38 votos, precisando de 3 a 6 senadores adicionais do centro para garantir a aprovação de seus indicados.