Recife, 2 de fevereiro de 2026 – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se manifestaram sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o trancamento de uma investigação envolvendo três secretárias municipais do Recife.

O ministro também ordenou que a Polícia Federal investigue o suposto monitoramento ilegal do chefe de Articulação Política e Social da prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro, pela Polícia Civil de Pernambuco.

Os pronunciamentos foram divulgados em vídeos postados no Instagram na noite de sábado (31). Raquel Lyra negou qualquer orientação de perseguição por parte do governo estadual. "Não existe por parte do governo de Pernambuco nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja", afirmou a governadora.Ela reforçou a autonomia da Polícia Civil e criticou tentativas de politizar o caso.

"Sob meu comando, nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso. A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição de Estado com autonomia e responsabilidade funcional. Ela não pertence e não serve a interesses políticos e jamais será instrumento de ninguém.

Não é hora de distorcer fatos nem transformar um tema técnico em palco eleitoreiro", declarou Lyra no vídeo.João Campos, prefeito do Recife, também se posicionou no Instagram, mas detalhes específicos de seu pronunciamento não foram detalhados nas informações iniciais.

A decisão de Gilmar Mendes veio após análise de irregularidades na investigação conduzida pela Polícia Civil, que agora passa a cargo da Polícia Federal para apurar o monitoramento de Monteiro.O caso ganhou repercussão política em Pernambuco, em meio a tensões entre o governo estadual e a gestão municipal.

A Polícia Civil de Pernambuco não se pronunciou oficialmente até o momento.