O jogo para 2026 ainda está longe do apito inicial, mas os bastidores da política pernambucana já começam a ferver.
Miguel Coelho dá sinais claros de que está com o “prego batido” em sua nova trajetória: a pré-candidatura ao Senado. Em encontro com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, o ex-prefeito reforçou o foco na construção de seu projeto para representar Pernambuco em Brasília.
Com discurso firme, Miguel tem defendido a necessidade de inovação e de novas lideranças no estado. “Podemos fazer muito mais por Pernambuco”, afirmou.
E foi além: “Vamos entrar na disputa com muita coragem, determinação e cheio de garra para que Pernambuco viva um novo tempo no Senado”.
Mas, embora o discurso seja de definição, o cenário político ainda está longe de ter a ponta do prego virada.
A grande pergunta que começa a ecoar nos corredores da política é: com quem Miguel Coelho caminhará? Ao lado do prefeito do Recife, João Campos?
Nesse campo, já se desenha a possível candidatura à reeleição do senador Humberto Costa.
Teria espaço para um grupo eleger dois senadores na mesma chapa? A matemática eleitoral permite, mas a política exige articulação fina — e concessões ainda mais delicadas.
Ou a construção será ao lado da governadora Raquel Lyra? Nesse desenho, Miguel poderia surgir como o nome para ocupar a segunda vaga ao Senado em uma chapa governista.
A depender da composição, a disputa pode ganhar contornos ainda mais estratégicos, especialmente se houver rearranjos partidários e novas alianças no caminho.
Antes que as decisões sejam seladas, Pernambuco ainda vai viver o frevo, a dança e o calor das articulações. Depois do Carnaval — e de muita conversa reservada — é que devem começar, de fato, as definições sobre alianças, mudanças de partido e formação de chapas.
Por enquanto, o prego pode até estar posicionado. Mas só o tempo dirá quando estará definitivamente batido — e com a ponta virada.
