As duas principais regiões de desenvolvimento de todos sertões pernambucano Araripe e São Francisco tem tudo para juntas serem um importante corredor de desenvolvimento. O Araripe é o segundo maior polo econômico de todo os sertões pernambucano. O Polo Gesseiro se sobressai, mas não temos apenas gesso, temos também calcário dolomítico um importante corretivo de solo, calcário calcítico principal componente para produção de cimento. Uma nova fronteira agrícola que está surgindo na Chapada do Araripe produzindo milho e sorgo com produções por hectare superior ao cerrado brasileiro, além da mandiocultura, produção de mel de abelha de excelente qualidade, como também uma grande produção de leite, figurando entre as maiores do Estado. A região do Vale do São Francisco em comparação a região do Araripe economicamente é maior uma vez a mais.
O que se propõe mediante todo o potencial econômico entre essas duas regiões São Francisco e Araripe é a criação de políticas públicas de desenvolvimento juntas interligando estas duas regiões do Estado. A primeira é a implantação do ramal ferroviário da fruticultura interligando as duas regiões, muito mais próximas do que entre Petrolina-Salgueiro que não é Petrolina direto porém estudos preliminares seria entre Petrolina-Parnamirim onde alcançaria o trecho principal da Ferrovia Transnordestina. Direto a Salgueiro não é possível, estudos comprovam a dificuldade topográfica existe uma área elevada que para transpor necessitaria de alto investimento como seja a construção de túnel ou mesmo o uso de uma locomotiva sobressalente para impulsionar os vagões chamada tecnicamente de Help.
Este fato da construção do ramal da fruticultura ligando Petrolina, via Lagoa Grande em direção ao futuro Porto Seco que será implantado em Trindade facilitará o embarque de containêrs de frutas para exportação hoje para o Porto de Pecém no Ceará, e futuramente com a construção do ramal Salgueiro-Suape para o porto pernambucano. A sugestão do traçado é esta.
Nós da ADESA – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe, estamos fazendo campanha de mobilização junto a UFPE – Universidade Federal de PE levando ao conhecimento através do reitor professor Alfredo Gomes araripeano de Ouricuri, como também a SUDENE direto ao Superintendente Francisco Alexandre para ao ser feito o estudo do ramal ferroviário da fruticultura que seja levado em consideração esse novo traçado Petrolina ao Araripe. Publicamos artigo em uma revista importante de economia no Estado REVISTA ALGO MAIS https://algomais.com/infra-s-a-publica-novo-edital-para-incluir-novo-ramal-ao-projeto-da-transnordestina/
Quando me refiro ao papel quero dizer ao dever de casa que cabe a todos do Araripe não só a classe política, como também a classe empresarial se unirem em torno desta proposta de alavancar o desenvolvimento da região do Araripe. Não medir esforços fazer articulações através da FIEPE, CISAPE e SINDUGESSO demonstrando aos órgãos governamentais tanto estadual como federal que trata desta questão do estudo de viabilidade do ramal da fruticultura para que leve em consideração esta proposta que estamos apresentando que seja o ramal ferroviário ligando Petrolina ao futuro Porto Seco do Araripe implantado ao longo da Ferrovia Transnordestina ligando as duas regiões São Francisco e Araripe aos portos marítimos de Pecém e futuramente ao Porto de Suape.
A ADESA propôs a um parlamentar a proposição na Assembleia Legislativa do Estado – ALEPE, a criação desde já, estudos por parte dos órgãos federais com apoio do governo estadual a criação futura de uma Zona de Processamento de Exportação – ZPE, primeiro passo fundamental para implantação do Porto Seco visando o processamento de exportações pelo porto. Mercadoria já sairiam prontas para exportação como todo o seu processo documental por parte da Receita Federal feita no próprio Porto Seco todo despacho pronto chegando no porto marítimo com condições de embarque para o destino, sem embaraço nenhum.
ARARIPE – OPORTUNIDADE DE GRANDE DESENVOLVIMENTO
Alguém já pensou o que significa essa integração juntando as duas principais regiões de desenvolvimento dos sertões pernambucano (RDs) Vale do São Francisco e Araripe? A região do Araripe lógico só tem a ganhar ficando em evidência centralizando uma grande quantidade de embarques através do seu Porto, cargas de frutas para exportação tanto do Vale do São Francisco como do futuro projeto de irrigação do Canal do Sertão. Isso vai gerar empregos e rendas para a população e desenvolvimento para as demais cadeias produtivas da região, E para a região do São Francisco resolverá um grande gargalo que é a logística de cargas de frutas para exportação, E para a região tanto faz que seja em direção a Salgueiro como em direção ao Araripe o que importa é a implantação do ramal ferroviário interligando o Vale do São Francisco ao trecho principal da Ferrovia Transnordestina.
Por Daniel Torres Araripe – CEO da ADESA – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe.
