A política do Sertão do São Francisco voltou ao centro das atenções nacionais após a Polícia Federal solicitar o afastamento do prefeito de Petrolina, Simão Durando , no âmbito da chamada Operação Vassalos , que investiga suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos.
Apesar do pedido, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o gestor no exercício do cargo enquanto as investigações seguem em andamento.
Segundo informações da investigação, a Polícia Federal apura um suposto esquema envolvendo:
contratos públicos sob suspeita de direcionamento.
O montante investigado pode chegar a aproximadamente R$ 22 milhões, valores que teriam sido destinados por meio de emendas parlamentares federais.
As apurações também alcançam integrantes do grupo político ligado à família Coelho, tradicional força política do interior pernambucano.
O pedido de afastamento cautelar foi analisado pelo ministro Flávio Dino , relator do caso no Supremo.
Na decisão, o magistrado negou o afastamento tanto do prefeito Simão Durando quanto do deputado federal Fernando Filho , entendendo que, neste momento da investigação, não haveria elementos suficientes que justificassem a retirada imediata dos investigados de suas funções públicas.
novas medidas poderão ser avaliadas conforme o avanço das apurações.
Em nota oficial, a Prefeitura de Petrolina afirmou que:
está colaborando integralmente com as autoridades;
os processos licitatórios citados seguem os trâmites legais;
a gestão mantém transparência administrativa e confiança na Justiça.
A administração municipal reforçou ainda que não houve qualquer interrupção das atividades do governo local.
Mesmo sem afastamento, o episódio produz efeitos políticos imediatos. Petrolina tornou-se peça estratégica no xadrez eleitoral de Pernambuco, especialmente diante das articulações para as eleições estaduais de 2026.
aumentar a pressão sobre lideranças do interior;
influenciar alianças partidárias em formação;
inserir o debate sobre gestão e transparência no centro da disputa eleitoral.
Nos bastidores, o avanço ou não das investigações tende a impactar diretamente o peso político regional nas futuras composições de chapa.
A Operação Vassalos entra em nova fase investigativa. Entre os próximos passos esperados estão:
possíveis novas diligências autorizadas pela Justiça.
Até decisão definitiva, prevalece o princípio da presunção de inocência, e os investigados seguem exercendo normalmente suas funções públicas.
A evolução do caso poderá redefinir não apenas o cenário político de Petrolina, mas também o equilíbrio de forças na corrida eleitoral pernambucana que já começa a ganhar intensidade nos bastidores.
