O presidente da Câmara de Vereadores de Araripina, Francisco Edivaldo, explicou em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (16) os motivos que levaram à interrupção da sessão ordinária da última quarta-feira (15). Segundo ele, a saída da bancada de oposição do plenário inviabilizou a continuidade dos trabalhos por falta de quórum.

De acordo com Edivaldo, um dos pontos de tensão foi a apresentação de projetos considerados inconstitucionais pelo setor jurídico da Casa. Ele destacou que vereadores possuem limitações legais, principalmente quando propostas implicam aumento de despesas para o Executivo. “O nosso jurídico informou que o projeto era inconstitucional, e nós temos que respeitar o que determina a lei e o regimento da Casa”, afirmou.

O presidente também mencionou divergências relacionadas ao uso da palavra durante a sessão. Segundo ele, um vereador tentou se manifestar fora do tempo regimental, o que não foi permitido pela presidência. A situação teria gerado insatisfação e desencadeado o conflito.

Edivaldo lamentou o ocorrido e criticou a repercussão do episódio nas redes sociais. Para ele, atitudes como comemorações após o impasse “colocam o parlamento em uma situação difícil” e não contribuem para o ambiente democrático.

“O parlamento é maior que todos nós. Estamos aqui de passagem, mas o regimento precisa ser respeitado”, destacou.Por fim, o presidente reforçou que não há ressentimentos pessoais e que permanece aberto ao diálogo, ressaltando o compromisso com a legalidade e o bom funcionamento dos trabalhos legislativos.