Epitácio Pessoa foi indicado candidato à presidência do Brasil em 1919 enquanto representava o país na Conferência de Versalhes, na França, sendo eleito mesmo ausente do Brasil, um caso único na história da república brasileira.

Sua candidatura foi apoiada pelo Partido Republicano Mineiro e teve o apoio das oligarquias de Minas Gerais e São Paulo, embora representasse uma exceção ao tradicional rodízio do poder conhecido como política do café-com-leite. Nas eleições de 13 de abril de 1919, Epitácio Pessoa recebeu 286.373 votos, derrotando Rui Barbosa, que teve 116.414 votos.

A eleição não ocorreu na data oficial, 1º de março, e Pessoa retornou ao Brasil para tomar posse em 28 de julho de 1919. Seu governo enfrentou várias crises políticas e sociais, incluindo movimentos militares como a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. Durante seu mandato, ele implementou políticas de austeridade fiscal e promoveu obras de infraestrutura, especialmente no Nordeste e no Sul.

O mandato de Epitácio terminou em 15 de novembro de 1922, sendo sucedido por Artur Bernardes.