Petrolina, 24 de setembro de 2025 – Em um cenário eleitoral cada vez mais acirrado para as eleições de 2026, o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, surge como um dos principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal por Pernambuco. Pesquisas recentes colocam o gestor pernambucano empatado ou colado no petista Humberto Costa, atual senador que busca o terceiro mandato consecutivo, sinalizando um embate que pode polarizar o eleitorado entre renovação e experiência consolidada. De acordo com levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na última semana, Miguel Coelho aparece com 36,7% das intenções de voto, contra 43,2% de Humberto Costa – uma diferença que, dentro da margem de erro, configura um empate técnico. Em outra sondagem, publicada pela Carta Capital, o ex-prefeito de Petrolina empata exatamente com o senador do PT, ambos na casa dos 40%, à frente de concorrentes como o bolsonarista Anderson Ferreira (PL), com 15%, e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Esses números refletem o crescimento vertiginoso de Coelho nas últimas semanas, impulsionado por sua gestão elogiada em Petrolina e por uma agenda que prioriza temas como segurança pública e desenvolvimento regional. Miguel Coelho, com 35 anos, encerrou seu mandato como prefeito de Petrolina em dezembro de 2024 com aprovação acima de 70%, segundo institutos locais, destacando-se por investimentos em infraestrutura no sertão pernambucano. Agora à frente do União Brasil em Pernambuco, o político tem se movimentado nos bastidores para costurar alianças que o levem à Casa Alta. Em entrevista recente à CBN Recife, ele defendeu abertamente sua pré-candidatura: "Não há vaga cativa no Senado em 2026. Coloquei meu nome à disposição porque Pernambuco precisa de vozes que venham do interior e que entendam as dores reais do povo."

A declaração reforça sua estratégia de se posicionar como alternativa ao establishment petista, sem, no entanto, fechar portas para composições amplas. Um dos pilares da pré-campanha de Coelho tem sido a segurança pública, tema que ele aborda com veemência em discursos recentes. Em evento no interior de Pernambuco, o ex-prefeito traçou um panorama sombrio do estado, que ocupa a terceira posição no ranking de violência do Brasil, segundo dados do Atlas da Violência. "Se você andar da ponta lá do sertão de Petrolina até o litoral, vai ver que a segurança é um dos principais problemas do nosso estado. Pernambuco é o segundo ou terceiro estado mais violento do Brasil, os números estão aí. Eu torço para que isso melhore, que ninguém gosta de viver com medo – eu não gosto, vocês não gostam, ninguém gosta da nossa cidade como infelizmente isso vem acontecendo", disparou Coelho, em tom que mescla indignação e proposta concreta. Ele recordou sua experiência à frente da Prefeitura de Petrolina, onde armou a Guarda Municipal e buscou parcerias com a Polícia Rodoviária Federal para patrulhamento na rodoviária local. "Infelizmente, sem fazer para a Polícia Militar mais perto da gente não se nega a fazer essa parceria. Segurança não pode ser o eixo de um prefeito ou de um governador; tem que ser de toda a sociedade, com uma política integrada. Não adianta só reprimir ou, infelizmente, no confronto você ter o resultado mais trágico do que a morte, seja de um lado ou de outro. O trabalho preventivo vem perdendo: iluminação pública, pavimentação, programas sociais ligados às políticas educacionais municipais. E, na última linha de frente, você tem as forças de segurança, a Polícia Militar", enfatizou, delineando uma visão que vai além da repressão, apostando em prevenção e integração social. Do outro lado da disputa, Humberto Costa, médico e ex-ministro da Saúde no governo Lula, capitaliza sua longevidade no Senado e o apoio da base governista. Com 68 anos, o petista tem se dedicado a pautas como saúde e direitos humanos, mas enfrenta críticas por suposta desconexão com o interior do estado. A proximidade nas pesquisas sugere que o duelo entre os dois pode definir o tom da eleição em Pernambuco, um estado chave para o equilíbrio de forças no Congresso Nacional em 2027. Analistas políticos apontam que a federação União Brasil-Progressistas, rompida recentemente com o governo federal, pode enfraquecer as chances de Coelho em cenários de alianças amplas.34bf87 No entanto, o ex-prefeito minimiza os ruídos: "A pesquisa é positiva e mostra que estamos abrindo vantagem sobre adversários. É hora de ouvir o povo e construir uma Pernambuco mais segura e próspera", comentou em post nas redes sociais, onde acumula mais de 500 mil seguidores. Com as convenções partidárias previstas para meados de 2026, o tabuleiro ainda pode sofrer reviravoltas. Por enquanto, Miguel Coelho consolida seu espaço como o principal desafiante de Humberto Costa, prometendo uma campanha ancorada em resultados concretos e no clamor por mudanças no Nordeste brasileiro. Resta saber se o sertão, berço de sua trajetória, será o trampolim definitivo para Brasília.