Recife (PE) – O Governo de Pernambuco anunciou nesta quinta-feira (16) a maior expansão da estrutura da Polícia Civil dos últimos anos. Serão construídas 25 novas delegacias distribuídas por 21 municípios do estado, com investimento total de R$ 38,9 milhões.
A iniciativa faz parte do programa "Juntos pela Segurança" e representa um passo significativo na descentralização dos serviços de segurança pública, levando estrutura moderna e atendimento especializado para regiões que historicamente enfrentam déficit de instalações policiais.
O valor de quase R$ 40 milhões será destinado à construção das unidades, que contarão com instalações adequadas para investigação, atendimento ao público e apoio operacional. A previsão é que as obras iniciem nos próximos meses, consolidando a promessa de campanha da governadora Raquel Lyra.
A expansão física vem acompanhada de um robusto plano de contratações. Até o final de 2026, o governo prevê a entrada de 7 mil novos profissionais na área de segurança, incluindo policiais civis, militares e peritos científicos.
"Agir na segurança do nosso povo é garantir estrutura, presença e resposta rápida" , destacou a governadora Raquel Lyra em suas redes sociais ao anunciar o projeto.
A distribuição das 25 unidades por 21 cidades demonstra o compromisso com a interiorização dos serviços de segurança. Municípios do Agreste, Sertão e Zona da Mata, que muitas vezes dependiam de delegacias distantes, passarão a contar com atendimento policial civil no próprio território.
Especialistas em segurança pública avaliam que a medida deve reduzir o tempo de resposta a ocorrências, melhorar a qualidade das investigações e aproximar a Polícia Civil da comunidade, fortalecendo o sistema de inteligência local.
Embora o governo não tenha divulgado datas específicas para conclusão de cada unidade, a expectativa é que as obras sejam concluídas em fases ao longo dos próximos dois anos, coincidindo com o processo de formação dos novos policiais civis.
A ampliação da rede delegacial reforça a aposta da gestão estadual na segurança como política de Estado, estruturando não apenas o policiamento ostensivo, mas todo o sistema de investigação criminal e atendimento às vítimas.
