O cenário para quem depende de combustível em Pernambuco começou março com contornos de preocupação. Após um fechamento de janeiro já em alta (1,6%), o consumidor agora enfrenta a "tempestade perfeita": a combinação de novos reajustes tributários e a instabilidade geopolítica que empurra o barril de petróleo para a casa dos US$ 85.

​Desde fevereiro, os motoristas pernambucanos já sentem o reflexo do reajuste anual do ICMS. O imposto estadual, que agora possui alíquota fixa por litro (ad rem), elevou o custo base antes mesmo de qualquer variação internacional.

​A escalada de tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no último mês não é apenas uma notícia internacional distante. Ela impacta diretamente o Porto de Suape e as refinarias que atendem o Nordeste. Com o Brent em alta, o custo de importação sobe, pressionando a Petrobras a rever sua política de preços.

​O ponto mais crítico para este mês é a defasagem do diesel, que já atinge a marca de 30% em relação ao mercado internacional. Na prática, isso significa que o preço praticado no Brasil está muito abaixo do que custa para importar o produto.

​Nota do Especialista: "Historicamente, quando a defasagem ultrapassa os 20% por um período prolongado, um reajuste nas refinarias torna-se quase inevitável para garantir o abastecimento", relatam fontes do setor.

​Fretes mais caros: O diesel é o combustível que movimenta o abastecimento de alimentos no estado. Um aumento pode refletir no preço da feira.

​Pressão nos Postos: O Minaspetro e outros sindicatos já relatam que as distribuidoras estão repassando valores maiores, o que deve chegar às bombas de Recife, Caruaru e Petrolina nos próximos dias.

​Fique de olho: O BlogPernambucoPE continuará monitorando os principais postos do estado para trazer o levantamento de preços atualizado.