BlogPernambucoPE - Quarta-feira (18/03/2026), a governadora Raquel Lyra (PSD) se reuniu em Brasília com lideranças do União Brasil (UB) para oficializar o apoio do partido à sua reeleição. O encontro contou com a presença de:
- Miguel Coelho - presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado
- Mendonça Filho - ex-ministro e figura política de Pernambuco
Durante o encontro, Raquel Lyra agradeceu ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e aos líderes do União Brasil pelo apoio. O discurso enfatizou a união das forças políticas para "transformar a vida dos pernambucanos" e colocar o estado no "caminho do desenvolvimento" .
O encontro ocorre em um momento de intensas articulações políticas em Pernambuco:
Chapa de Raquel Lyra (PSD + União Brasil + PP)
- Miguel Coelho (UB) deve ser candidato ao Senado pelo grupo
- Eduardo da Fonte (PP) também pleiteia vaga ao Senado
Ainda na madrugada do mesmo dia 18/03, o prefeito de Recife João Campos (PSB) fechou um acordo em Brasília que tirou da governadora dois nomes que ela buscava:
- Marília Arraes (PDT) - filiou-se ao PDT na noite do dia 18 e será candidata ao Senado pela chapa de Campos
- Humberto Costa (PT) - senador que buscava reeleição, também na chapa de Campos
- Carlos Costa (Republicanos) - irmão do ministro Sílvio Costa Filho, será vice de Campos
Essa movimentação representa uma derrota política para Raquel Lyra, que tentava atrair Marília Arraes para sua chapa .
Segundo pesquisa recente, Marília Arraes lidera todos os cenários para o Senado (36% a 41%), seguida por Humberto Costa (24% a 26%). Miguel Coelho (UB) e Eduardo da Fonte (PP) aparecem empatados com cerca de 18-22% .
O cenário político em Pernambuco para 2026 está se definindo com duas grandes chapas:
1. Chapa de centro-direita: Raquel Lyra (PSD) com apoio de União Brasil e PP, focada em uma aliança mais conservadora
2. Chapa progressista: João Campos (PSB) com PT e PDT, alinhada ao projeto de reeleição do presidente Lula
A governadora Raquel Lyra aposta na neutralidade do presidente Lula durante o primeiro turno da campanha, esperando que o presidente não declare apoio explícito a João Campos .
