A corrida pelo Governo de Pernambuco já movimenta os bastidores políticos em todo o estado e se consolida como uma das disputas mais estratégicas do Nordeste.

De um lado, a governadora **Raquel Lyra (PSD)**, que busca a reeleição com forte articulação no interior. Do outro, o ex-prefeito do Recife **João Campos (PSB)**, que lidera pesquisas e aposta no peso dos grandes centros urbanos.

📊 **Força política: prefeitos e base municipal**

No tabuleiro político, Raquel Lyra aparece com ampla vantagem no número de prefeitos aliados. Levantamentos recentes indicam que cerca de **113 prefeitos estão ao lado da governadora**, enquanto **João Campos conta com aproximadamente 35 gestores municipais**. Esse cenário reflete o chamado “peso da máquina pública” e a estratégia de fortalecimento do PSD no interior do estado.

Apesar disso, João Campos concentra apoios em cidades estratégicas e mais populosas, como Recife, Serra Talhada e Goiana, o que pode equilibrar a disputa em termos eleitorais.

A governadora intensificou sua base política após migrar para o PSD, atraindo dezenas de prefeitos para sua legenda e consolidando uma rede de apoio no interior. ([Blog Dellas][3])

Já João Campos aposta na tradição e capilaridade do PSB, além de alianças em polos urbanos e regiões metropolitanas, buscando compensar a desvantagem numérica entre gestores municipais.

📈 **Pesquisas eleitorais (registradas no TSE)**

As pesquisas mais recentes mostram um cenário competitivo, com vantagem para João Campos:

Campos lidera e mantém vantagem também em projeções de 2º turno.

• **Instituto Veritá (março/2026 – registrado no TSE)**:

Empate técnico: 35,4% para ambos ([CNN Brasil][7])

📊 Em alguns cenários, a diferença gira entre **8 a 13 pontos percentuais**, enquanto em outros há empate técnico dentro da margem de erro, mostrando uma disputa ainda em aberto.

O quadro político em Pernambuco revela uma divisão clara:

* **Raquel Lyra domina o interior e o apoio institucional**

* **João Campos lidera nas pesquisas e nos grandes colégios eleitorais**

A tendência é de intensificação das articulações nos próximos meses, com foco direto na conquista de prefeitos, vereadores e lideranças regionais — peças-chave para definir o rumo da eleição.

A eleição de 2026 em Pernambuco se desenha como uma das mais equilibradas dos últimos anos. De um lado, estrutura e capilaridade política; do outro, popularidade e liderança nas pesquisas. O resultado dependerá da capacidade de cada grupo em converter apoios políticos em votos nas urnas.

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