A reunião realizada na tarde do último sábado (11) entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista, não foi suficiente para desatar o nó da indicação ao Senado na chapa da gestora pernambucana. O parlamentar segue firme na postura de que é o nome escolhido pela federação para concorrer à cadeira no Congresso Nacional.
A divergência remonta à segunda-feira (6), quando Raquel Lyra se reuniu em Brasília com os presidentes nacionais do PP e do União Brasil. Na ocasião, a governadora sinalizou preferência por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, justificando que havia oferecido a vaga a Da Fonte em duas oportunidades distintas, sem sucesso — período em que o deputado mantinha diálogo com o adversário político João Campos (PSB). Diante do impasse, o presidente do PP, Ciro Nogueira, solicitou prazo para nova articulação.
A nova rodada de conversas ocorreu na quinta-feira (9). Nela, Eduardo da Fonte reafirmou apoio irrestrito à campanha de reeleição de Raquel Lyra, mas manteve a pretensão à candidatura senatorial.
Conforme apurado pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco , nos bastidores do Palácio das Princesas chegou a ser ventilada a possibilidade de a governadora romper com a federação no palanque para honrar o compromisso assumido com Miguel Coelho. A hipótese, no entanto, não foi confirmada oficialmente.
Após o encontro deste fim de semana, a indefinição permanece. O desfecho da crise agora depende exclusivamente da decisão de Raquel Lyra, que terá de arbitrar entre a fidelidade partidária à federação e a promessa política feita ao ex-prefeito de Petrolina. O prazo para a definição esquenta o tabuleiro da sucessão estadual.
