RECIFE, PE - O deputado estadual Diogo Moraes (PSDB), um dos mais críticos opositores da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a licitação bilionária de publicidade do governo estadual.
Moraes, que recentemente deixou o PSB após uma manobra que o permitiu fortalecer o bloco de oposição na CPI, já havia atuado como líder da oposição na atual legislatura. Sua saída do PSB, juntamente com as mudanças partidárias dos deputados Waldemar Borges (MDB) e Júnior Matuto (PRD), demonstram o esforço da oposição em consolidar sua força na investigação.
Desde que assumiu a liderança da bancada de oposição em outubro de 2024, após a saída de Dani Portela (PSOL), Moraes intensificou suas críticas à governadora. Em junho deste ano, ele chegou a responsabilizar Lyra pela "relação conflitante" entre os poderes Executivo e Legislativo, criticando a falta de diálogo e o uso constante do regime de urgência para aprovação de projetos do governo. Ele também questionou o não pagamento de emendas parlamentares.
Apesar de ter construído sua carreira política no PSB, desde 2005, Moraes agora integra o PSDB. Sua trajetória inclui um mandato como vereador e presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste.
Durante a reunião para eleição da presidência da CPI, aliados da governadora se retiraram em discordância com a condução dos trabalhos, alegando que a reunião se tratava de "um circo armado". Apesar da controvérsia, o nome de Diogo Moraes foi confirmado para presidir a CPI.
