Uma varejista pode vender bem e quebrar mesmo assim. A Casas Bahia faturou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, 1,6% a mais do que um ano antes, e ainda assim pediu recuperação judicial. No fim, o problema não estava no caixa das lojas – estava no endividamento, que alcançou R$ 17,3 bilhões.

A empresa fechou o trimestre com prejuízo de R$ 10,1 bilhões, contra R$ 555 milhões um ano antes, e patrimônio líquido negativo em cerca de R$ 8,1 bilhões, o que significa que deve mais do que vale. Aproximadamente R$ 9,1 bilhões da perda vieram de eventos não recorrentes, como baixas de ativos e custos de reestruturação.

O caso reacendeu uma dúvida legítima para quem tem varejo na carteira: quem mais está nessa situação? Os balanços do segundo trimestre, já divulgados por praticamente todo o setor, dão uma resposta mais tranquilizadora. As vendas estão fracas em quase todo lugar, mas a saúde financeira varia bastante entre as empresas.