Falta de integração entre município, Estado e União penaliza a população que depende de atendimento básico, médio e de alta complexidade

A saúde pública em Araripina vive um cenário que preocupa e revolta a população. Enquanto o município afirma repassar cerca de R$ 500 mil mensais para custeio da saúde, o atendimento oferecido ainda está muito distante das reais necessidades da quantidade de pessoas que hoje residem na cidade. A conta não fecha — e quem paga por essa desorganização é o cidadão.

É de responsabilidade do município garantir o atendimento básico, como os serviços prestados nos PSFs. Já os atendimentos de média e alta complexidade cabem ao Governo do Estado, com participação e cofinanciamento da União. No entanto, na prática, o que se vê é um sistema fragmentado, onde falta sintonia entre as esferas municipal, estadual e federal.

Processos burocráticos ainda dependentes de papel e cadastros manuais;

Falta de agilidade mesmo em tempos de tecnologia e inteligência artificial.

Não se trata apenas de números ou repasses financeiros. Trata-se de vidas.

A população de Araripina não pede luxo — pede respeito, rapidez e dignidade. Quem chega enfermo a uma unidade de saúde não pode esperar dias para entender o que tem. Não pode depender de sistemas ultrapassados enquanto o mundo avança tecnologicamente. Não pode ser tratado como estatística.

O que falta, acima de tudo, é integração. Município, Estado e Governo Federal precisam agir em conjunto, com planejamento, transparência e eficiência. A responsabilidade é compartilhada, e a solução também deve ser.

Garantir estrutura adequada nas unidades básicas e hospitais;

Organizar fluxos claros entre atenção básica, média e alta complexidade;

O contribuinte paga seus impostos esperando retorno em serviços essenciais. Saúde não é favor — é direito constitucional.

Araripina precisa de mais que discursos. Precisa de gestão eficiente, cooperação entre os entes federativos e compromisso real com a vida. O povo está cansado de esperar.

Respeito e rapidez não são privilégios. São direitos.