Por Hélio Beltrão* – A sabatina de Jorge Messias será um divisor de águas. Se o Senado aprovar, piora ainda mais o clima institucional. Se rejeitar, ajuda a recolocar o Brasil nos trilhos republicanos.
O STF já se transformou em órgão político e legislador, totalmente fora de sua função constitucional, e resgatar essa institucionalidade exige que os próximos nomeados sejam juízes, não políticos. Messias não é. Foi assessor de Dilma, está no barco do PT há anos e tem perfil muito mais político do que jurídico.
Neste governo, Lula já nomeou o próprio advogado da Lava-Jato e Dino, ideólogo de extrema esquerda. Messias seria mais do mesmo: mais um a fazer política e mudar leis no lugar de fiscalizar a Constituição.
O NOVO e o PL já fecharam questão contra a aprovação. O voto é aberto na CCJ e secreto no plenário. Mas cada senador que buscar reeleição será cobrado sobre como votou.
*Comentarista da CNN e fundador da LVM Editora
